sábado, 4 de julho de 2015

Homenagem a todos os padeiros e trabalhadores do Brasil.


Era cedo. Bem cedo. Pra ser exata, na faixa das quatro horas da manhã. Um padeiro saia de sua casa, em direção ao seu local de trabalho: uma pequena padaria no norte da cidade.
Fazia frio. Havia chovido a pouco tempo e o chão estava úmido. O padeiro bambeava e bambeava em sua velha bicicleta branca. Respingos de lama sujavam sua calça, que já estava surrada pelo uso.
E pedalava orando. Pedindo a Deus que nesse dia sua misericórdia fosse derramada, e sua vida restaurada.
Era um homem de fé. Mesmo diante das dificuldades, não desistia de orar.
Ás vezes dizia que amava fazer pão, outras vezes dizia que  era padeiro, porque não se tinha outra coisa para se fazer. Coisa de louco.
Mas era um homem bom, um homem de . Em casa tinha uma família. Sua esposa e seu pequeno filho, que a pouco completou um ano de idade.
João, Pedro, Paulo, José. Qual era mesmo teu nome? Ah sim. Seu nome era José Marques.
E ele sempre pensava, andando em sua bicicleta branca. E um desses pensamentos era: “Garanto o pão para centenas de pessoas, mas meu foco é garantir o leite para o meu filho. Eu te amo Júnior. “

Samarah Gomes Bibiano




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