Sou
uma lagarta. E um dia me transformarei em borboleta.
O fato
é que esta lagarta quer ser águia, outras vezes camaleão, e outras vezes leoa.
Mas EU
SOU UMA LAGARTA.
E eu
não posso mudar isso.
As
vezes tenho medo do que posso ser. Talvez essa lagarta vire águia, quem vai
saber? Todos nós, vivemos em um casulo. E nada se pode ver
dentro de um casulo.
Vivo
em uma ilha. Uma ilha dentro de mim mesmo, e a melhor companhia é a realidade.
O que
é real? O que é falso? O que são os sonhos?
Real é
a vida. Falso o pecado. Os sonhos, as almas.
O que
você é, você é. Você é, o que você pode ser.
Pode
uma escritora, se transformar em medica? Ou dentista?
Me
refiro a essência, e não superficialismo,
Em
minha ilha, permanece um lápis e um papel. Meus instrumentos perfeitos.
Não
sei se uma lagarta pode se transformar em águia. Realmente eu não sei. Mas acho
que não.
E
mesmo que a genética supere a si mesma, e de alguma forma isto ocorra, um dia
aquela lagarta sentira falta de ser borboleta.
Irá
querer suas asas coloridas, simplicidade no voo, beleza e enfim amara sua
essência.
E
nesse dia eu fecharei a porta do meu quarto. Fecharei minha ilha. Fecharei meus
olhos.
E vou
escrever. Vou voltar a respirar.
Porque
quem nasceu para ser borboleta, será borboleta.
E nenhum casulo, pode impedir isto.

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